Porsche - O regresso marcado para 2014

A Porsche anunciou que regressará a Le Mans para lutar pela vitória à geral com um protótipo híbrido em 2014. Será um regresso depois da vitória em 1998, altura em que se retirou da classe principal, no que sempre foi declarado um até já, adiado pelas ligações recentes ao grupo VW, que foram impedido a entrada na Porsche na luta directa com a Audi. Não é claro sobre o que acontecerá em 2014, é certo que haverá uma revisão do regulamento das classes LMP para esse ano. Talvez o novo regulamento não beneficie as motorizações diesel como actualmente e a Audi decida rumar a outras paragens, quem sabe a Formula 1, cujo novo regulamento de motores também entrará em vigor em 2014?
Até lá relembramos as recordistas 16 vitórias à geral entre 1970 e 1998:
1970 - Porsche 917 K - Porsche KG Salzburg - Hans Herrmann; Richard Attwood
1971 - Porsche 917 K - Martini Racing Team - Helmut Marko; Gijs Van Lennep
1976 - Porsche 936 - Martini Racing Porsche System - Jacky Ickx; Gijs Van Lennep
1977 - Porsche 936 - Martini Racing Porsche System - Jacky Ickx; Jurgen Barth; Hurley Haywood
1979 - Porsche 935 K3 - Porsche Kremer Racing - Klaus Ludwig; Don Whittington; Bill Whittington
1981 - Porsche 936 - Porsche System - Jacky Ickx; Derek Bell
1982 - Porsche 956 - Rothmans Porsche System - Jacky Ickx; Derek Bell
1983 - Porsche 956 - Rothmans Porsche System - Vern Schuppan; Hurley Haywood; Al Holbert
1984 - Porsche 956B - New-Man Joest Racing - Henri Pescarolo; Klaus Ludwig
1985 - Porsche 956B - New-Man Joest Racing - Klaus Ludwig; Paolo Barilla; John Winter
1986 - Porsche 962C - Rothmans Porsche - Derek Bell; Hans Joachim Stuck; Al Holbert
1987 - Porsche 962C - Rothmans Porsche - Derek Bell; Hans Joachim Stuck; Al Holbert
1994 - Dauer 962 Le Mans - Le Mans Porsche Team / Joest - Yannick Dalmas; Hurley Haywood; Mauro Baldi
1996 - TWR Porsche WSC-95 - Joest Racing - Davy Jones; Alexander Wurz; Manuel Reuter
1997 - TWR Porsche WSC-95 - Joest Racing - Michele Alboreto; Stefan Johansson; Tom Krintensen
1998 - Porsche 911 GT1-98 - Porsche AG - Laurent Aiello; Allan McNish; Stéphane Ortelli
E por último, o primeiro Porsche a participar em Le Mans, já lá vão 60 anos e, como não podia deixar de ser, venceu, neste caso a sua classe, que era a classe Sport até 1,1l, um Porsche 356/4 SL Coupe, pilotado por Auguste Veuillet e Edmond Mouche.

Le Mans - O Filme

Por estes dias foi lançada a versão BluRay do filme Le Mans de 1971, com Steve McQueen como protagonista.
Grande parte das cenas do filme, nomeadamente as sequências de corrida, reproduzem imagens reais recolhidas durante as 24h de Le Mans de 1970.
Aqui deixo a cena da partida e primeira volta da prova, uma mescla de cenas reais com cenas gravadas com os protagonistas do filme. Um pormenor, a bandeirada com a bandeira nacional de francesa, sinal tradicional de partida, é recriada com um actor, a bandeirada foi dada nesse ano por Ferry Porsche, por se comemorarem os 20 da primeira participação de um Porsche na maratona. Coincidência, a Porsche acabaria por vencer a prova à geral pela primeira vez nessa mesma edição

Opel Kadett Grupo B

Com o aparecimento do Audi Quattro primeiro e na sequência o lançamento anunciado de modelos de tracção integral homologados em Grupo B por parte de Lancia, Ford e Peugeot ao mais alto nível, o Opel Manta 400, um dos melhores Grupo B de duas rodas motrizes de então claramente não seria capaz de os acompanhar.
A Opel percebeu que tinha que também que seguir o caminho da tracção integral. Inicialmente trabalhou na adaptação de um sistema de tracção integral ao Manta 400, chegando mesmo a inscrever-se uma unidade no Rally da Suécia de 1983, que de facto se apresentou apenas como protótipo para que pode-se ser fotografado para a imprensa, não chegando a participar no rally. De facto, a Opel tinha percebido que o seu modelo nunca seria rival para as grandes máquinas que começavam a aparecer, por dois motivos, o motor 2.4l atmosférico com 275cv, muito curto em potência contra os 400 a 500cv da concorrência até porque o potencial de desenvolvimento também era pequeno, dado o bloco derivar de um motor diesel originalmente, por outro lado, ficou claro também que o conjunto chassis/carroçaria ligeira do Manta dificilmente suportariam os esforços de um motor de 500cv, uma vez que não era um chassis tubolar sobre o qual era assente a carroçaria como no caso dos seus concorrentes, pelo que o Manta 4x4 nunca mais foi visto.
Em 1984 a Opel lançou então a 5ª geração do Opel Kadett, o que, dadas as limitações da plataforma Ascona/Manta, era a plataforma ideal para conceber um grupo B de raíz. No entanto a Opel não dispunha do orçamento dos seus concorrentes, pelo que recorreu a fornecedores/preparadores externos para tecnologias já desenvolvidas para reduzir custos de desenvolvimento. Assim foi apresentado em 1985, com pompa em circuntância o Kadett 4S(de 4 rodas motrizes) com um motor 1.8l Turbo com anunciados 500cv. No entanto isto resultaria num embaraço ainda maior que o Manta 4x4, quanto se descobriu que o motor se tratava de um motor de origem Ford, desenvolvido pela Zakspeed para um Ford Escort Mk3 de ralicross!!! Entretanto a FIA tinha anunciado que em 1988 o grupo B seria substituído pelo grupo S, bastante semelhante mas com motores limitados, com o objectivo de reduzir as potências para os 300cv. Desenvolver um motor com as características anunciadas estava ao alcance dos cofres da Opel, pelo que o projecto foi redireccionado para o futuro grupo S. 
Enquanto não o novo motor não estava desenvolvido, os testes continuaram com o velho motor do Manta e foi com esse motor que se apresentaram oficialmente dois Opel Kadett ao Rally Paris-Dakar de 1986 com as populares cores da Bastos. Guy Colsoul já tinha levado o Manta 400 ao 4º lugar da geral em 1984 vencendo 3 etapas e liderado metade da edição de 1985 até sofrer problemas mecânicos. Os pilotos foram Guy Colsoul e o alemão Erwin Weber. O carro acabou por sofrer com imensos problemas de suspensão, sofrendo tantas quebras de amortecedor que chegaram ao ponto de esgotar o stock de amortecedores de substituição, nas duras especias em terreno argelino, que basicamente eram trilhos de pedras, da primeira semana. Ainda assim, no final, já com novo stock de amortecedores enviados da Europa, Colsoul conseguiu ganahr duas etapas, demonstrando a velocidade do Kadett nas mais técnicas especias senegalesas. No entanto, os problemas da primeira semana significaram uns distantes 37º lugar para Weber e 40º lugar para Colsoul.
No entanto, com a extinção dos grupo B declarada em 1986 e consequentemente o futuro grupo S, nos ralis, fruto dos graves acidentes ocorridos, sendo o mais mediático o de Joaquim Santos com o Ford RS200 no rali de Portugal que causou 4 vítimas mortais, o projecto Kadett 4S foi definitivamente abandonado. 
Os Opel Kadett acabariam por correr nos ralis, mas na versão de grupo A e de apenas 2 rodas motrizes.

Comentários

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A esperteza da Ducati

A época 2011 não começou da forma que a Ducati. A contratação de Valentino Rossi e grande parte do seu staff técnico que o acompanhou para a Ducati, fazia a equipa ter grandes expectativas de luta pelos títulos neste ano mas desde o princípio Rossi declarou que a ciclística muito peculiar da Ducati (quadro e braço oscilante em fibra de carbono e não em alumínio como a concorrência) tornava a moto demasiado rígida e difícil de colocar em curva, isto vindo de quem tinha desenvolvido a Yamaha R1, unanimemente considerada a moto com melhor comportamento em curva.
Assim, cedo a Ducati começou a trabalhar na moto de 2012, tendo Rossi testado-a pela primeira vez no início de Abril, usando pistas usadas no Mundial, como Jerez de la Frontera. A questão é que as regras de ensaios do campeonato são muito rígidas, e dizem que os pilotos titulares apenas podem testar nas datas designadas para testes oficiais, nem tampouco os pilotos de testes podem testar nas pistas utilizadas pelo campeonato fora destes testes. O único teste marcado após o início do campeonato foi a 2 de Maio, no Estoril, precisamente no dia após o GP de Portugal.
A Ducati contornou essa regra, tal como os outros construtores, devido ao facto das regras de motores se alterarem para 2012, com a cilindrada a poder ir até aos 1000cc. Ora, sendo a cilindrada superior a 800cc, não são legalmente motos de 2011, logo não estão abrangidas pelas limitações de testes.
 
O problema é que depois de vários testes satisfatórios e proveitoso trabalho de desnvolvimento com a GP12 (modelo 2012) a Ducati decidiu ajustar o respectivo motor para o limite de 800cc e apresentou-se em Assen com a Ducati GP11.1, uma GP12 com o motor com cilindrada ajustada a 800cc. Uma moto
A questão que fica é: o que impede então qualquer construtor de começar a testar com uma moto equipada com um motor de 801cc, logo não sendo considerada uma moto de 2011, para ultrapassar a limitação dos testes?
A questão não é assim tão descabida, porque os regulamentos de 2012 permitem de facto que a cilindrada chegue aos 1000cc, mas fixa também o diâmetro máximo dos cilindros em 81mm e limita o consumo para a distância de corrida a 21 litros. Muitos técnicos acreditam que, dentro destas duas premissas, se conseguirá obter um rendimento mais optimizado com cilindradas mais baixas, falando-se por exemplo de valores próximos dos 930-950cc e não nos máximos 1000cc.

E o Ferrari vermelho

Para quem não simpatizou com o Ferrari 599 branco, aqui vai o irmão vermelho