João Barbosa no top 10 dos melhores pilotos do ILMC 2011

O canal americano Speed TV, canal temático dedicado aos desportos motorizados indicou a sua lista dos melhores pilotos no Intercontinental Le Mans Cup e nas 24h de Le Mans de 2011.
E o piloto natural do Porto surge no 10 lugar do top dos melhores pilotos do mundo ao nível da Endurance. As qualidades do piloto português são destacadas, nomeadamente ser constantemente o piloto mais rápido da equipa, que contava nas suas fileiras com o antigo vencedor das 24h de Le Mans e campeão FIA GT Christophe Bouchot. Destacam também a sua grande capacidade para tirar o melhor partido dos três diferentes carros utilizados pela equipa ao longo da temporada. Entre outros resultados, destacam-se o pódio em Le Mans e a vitória na prova de Petit Le Mans.
A esta distinção, somou também a menção no top dos pilotos do Grand Am, em que aparece em 9º lugar.
Aqui com o Lola B08/80 com motor HPD

Depois com o Lola B08/40 HPD

No final da temporada já com a arma de 2012 o HPD ARX-01g

João Barbosa esteve novamente em evidência no Grand Am

Para 2012, por enquanto tem apenas confirmada a presença no Grand Am, onde estreará o novo Corvette DP03

O mais pequeno V12 do mundo?

"Tropecei" nisto e não resisto em partilhar esta pequena grande maravilha, um autêntico trabalho de relojoaria:

Dome F105 - Mugen Honda - Marco Apicella

A Dome foi fundada em 1975, tendo como objectivo produzir carros de produção limitada e preparação de carros de competição. As suas intenções de produzir carros próprios sofreu um sério revés quando as autoridades japonesas não aprovaram a homologação para circulação na via pública do Dome Zero em 1978.
Continuou então a Dome a construir e preparar modelos, principalmente para a Tom's que inscrevia os Toyota nas competições japonesas e mesmo no Campeonato do Mundo de Sport Protótipos, como o Toyota 88C . Isto até final da década de '80, quando a Dome passou a colaborar com a Honda. A colaboração com a Toyota traduziu-se na criação e contrução de monolugares para a Formula 3 e Formula 2 japonesas. Com o fim da Formula 2 e surgimento da Formula 3000, a Dome passou a construir monolugares para esta categoria também.
Foi na F3000 japonesa que a Dome se reuniu com Marco Apicella, com o piloto italiano a sagrar-se campeão em 1994 com o Dome F103 equipado com um motor Mugen Honda. Depois disso tornou-se o piloto de desenvolvimento da Dome. Entretanto, os laços com a Mugen tinham-se estreitado ao longo dos anos e havia o interesse de uma equipa totalmente japonesa na Formula 1 onde a Mugen fornecia motores desde 1992 e foi solicitado à Dome que construí-se um monolugar. Nasceu assim o F105, um monolugar projectado e construído pela Dome, equipado com motor Mugen Honda e com transmissão e sistema hidráulico da Minardi. O Marco Apicella, que tinha o GP Itália de 1993 com a Jordan no seu curriculum, fez a maior parte dos ensaios, como é o caso da foto do Quiz, tendo também os japoneses Naoki Hattori e Shinji Nakano (piloto que mais tarde a Mugen colocaria na Prost) também testaram o carro. Havia planos para montar uma base europeia em 1996 e testar em diversos circuitos do Mundial para desenvolver o carro mas nunca foi possível reunir as verbas necessárias.

Assim a prova de fogo aconteceria logo a seguir ao GP do Japão de 1996, com os responsáveis da Dome e da Mugen a pretenderem fazer uma comparação mais exacta com os carros que participaram no Grande Premio. O piloto escolhido para esse teste foi Naoki Hattori que, usando pneus que seriam do mesmo composto disponível no Grande Premio. Hattori marcou um tempo de 1m46s270, a mais de 7 segundos da pole de Jacques Villeneuve com 1m38s909 com um Williams Renault. Mais importante que isso, ficou 0,3 segundos acima do limite de 107% do tempo da pole. Isto desapontou os responsáveis da Dome. Muito se especula do tempo que o carro poderia ter alcançado com um piloto mais capaz ao volante, uma vez que a experiência de Hattori na Formula 1 se resumia a duas não pré-qualificações ao volante de um Coloni-Ford em 1991, curiosamente em substituição do português Pedro Matos Chaves na equipa italiana. Ainda assim, o tempo de Hattori foi melhor que o do Minardi de Giovanni Lavaggi que obviamente não se qualificou para a que seria a sua última corrida na Formula 1.
Esta falta de competitividade, aliada a uma falha mecânica que resultou num incêndio noutro teste levou a que a Dome re-avaliasse e renovasse extensivamente o monolugar que só voltou a aparecer em 1998, até porque entretanto tinham entrado em utilização pneus com rasgos e não fazia sentido testar em 1997 com o regulamento a mudar para o ano seguinte. O carro apareceu reconfigurado como F106 mas novas dificuldades de financiamento e principalmente a aquisição da Mugen pela "casa-mãe" Honda que preferiu reunir esforços com a BAR na Formula 1 ditaram o fim do sonho da F1 pela Dome.

R.I.P. Dan Wheldon 1978 – 2011

Infelizmente o piloto inglês Dan Wheldon perdeu a vida ontem, 16 de Outubro, não resistindo aos ferimentos causados por uma carambola que envolveu 15 carros na 12ª volta da prova de 300 milhas de Las Vegas, a última da temporada da Indycar.
O piloto com um percurso tradicional na sua Inglaterra natal passou pelos Karts e fórmulas de promoção em que discutiu taco a taco o título de Formula Ford inglesa de 1998 com Jenson Button que acabaria por conquistar esse título, viria a optar em 1999 por prosseguir a sua carreira nos Estados Unidos devido aos elevados custos das categorias de promoção na Europa. Passou pela Formula 2000, pela Formula Atlantic e Indy Lights, em que foi vice-campeão em 2001, ascendendo à IRL no ano seguinte, fazendo no entanto apenas as duas últimas provas. Em 2003 falhou as duas primeiras provas, cumprindo o resto da temporada e assegurando o 11º lugar da geral. Seguiram-se um vice-campeonato em 2004, um campeonato em 2005, o primeiro da sua carreira e novo vice-campeonato em 2006 perdendo o título no desempate por número de vitórias. Seguiram-se dois 4º lugares em 2007 e 2008 e um 10º e 9º lugares em 2009 e 2010 respectivamente, sendo estes dois últimos anos cumpridos na Panther Racing com poucos recursos. Assim, sem patrocinadores pessoais ficou sem lugar para 2011, conseguindo apenas budget para correr as 500 milhas de Indianápolis com a minúscula equipa Sam Schmidt Motorsports que tem tido uma participação intermitente desde a sua fundação, sem resultados de relevo. No entanto, aproveitando o erro incrível do rookie JR Hildebrand na última volta, Wheldon venceu pela segunda vez na sua carreira a prova rainha do campeonato. Não estando planeado fazer mais nenhuma prova no resto do ano, a organização do campeonato propôs um desafio a Wheldon, na tentativa de aumentar a popularidade do campeonato: Wheldon partiria da última posição da grelha e receberia um prémio de 5 milhões de dólares caso vencesse a corrida, sendo que o piloto receberia metade do prémio e a outra metade iria para um adepto que vencesse um sorteio do patrocinador da iniciativa.
Assim aconteceu, com Wheldon a participar na corrida anterior como preparação para a corrida de Las Vegas.
Porém, ao fim de apenas 12 voltas a tragédia aconteceu, com alguns toques no meio do pelotão que ainda seguia compacto lançaram a confusão que Wheldon, pelas últimas posições devido à sua posição de partida, não conseguiu evitar, com o seu carro a ser projectado contra o muro exterior da pista, com o impacto a dar-se pelo topo do carro e o piloto a não resistir aos ferimentos.
Dan Wheldon deixa esposa e dois filhos de 2 anos e de 6 meses.

DTM - Parte 4 1990


O ano de 1990 marcou a entrada em cena da Audi com o monstruoso Audi V8 quattro, introduzindo assim nas corridas de carros de turismo a tracção integral, tal como tinha feito nos ralis. Os Audi V8 distinguiam-se por serem gigantescos lado a lado com os BMW M3 e Mercedes 190E e pelo potente motor V8 com 3.6l de capacidade. Se o motor lhe conferia mais potência era cerca de 300kg mais pesado que os rivais BMW e Mercedes que corriam com “modestos” motores de 4 cilindros em linha e 2.5l de capacidade. Inicialmente estava prevista a utilização do célebre 5 cilindros em linha turbo com 2.2l de capacidade que já tinha sido usado no Audi quattro de grupo B e mais recentemente no Audi 90 quattro GTO do campeonato IMSA GTO. No entanto os motores turbo foram proibidos para 1990, o que levou a Ford a abandonar o campeonato pois os Sierra RS500 tinham motor turbocomprimido.
O campeonato como habitualmente iniciou-se na vizinha Bélgica em Zolder e a Audi apresentou apenas 1 carro, entregue a Hans-Joachim Stuck que deu nas vistas ao subir ao pódio na 2ª manga desta primeira jornada. As primeiras vitórias chegaram logo na 4ª jornada do campeonato na pista de Avus. Numa pista que basicamente são duas rectas com um gancho a uni-las numa ponta e uma dupla direita na outra, a superior potência do Audi e a tracção integral a ajudar na saída das curvas lentas permitiram a Stuck ganhar ambas as mangas com grande à vontade. Na sexta jornada, numa pista desenhada na base aérea de Wunstorf nova dupla vitória de Stuck, sendo os restantes resultados discretos, exceptuando um segundo lugar na segunda manga da primeira visita a Hockenheim, fazendo valer mais uma vez a grande potência do Audi nas longas rectas da versão longa do circuito. Com os bons resultados (ninguém tinha ganho mais provas que Stuck), a Audi decidiu colocar em pista um segundo Audi para as últimas 4 jornadas duplas do campeonato, a partir de Norisring, entregue ao bi campeão mundial de ralis Walter Rohrl. 
Em Norisring Stuck venceu a primeira manga secundado por Rohrl e ficou em 3º na segunda e Rohrl em 5º. Nas antepenúltima e penúltima rondas do campeonato os resultados de Stuck foram modestos, no entanto Rohrl venceu a segunda manga na penúltima ronda (Nurburgring, variante moderna). Tudo se iria decidir então em Hockenheim, entre Stuck e Cecotto num BMW. A Audi decidiu então inscrever um terceiro Audi para Frank Jelinski. 
Em Hockenheim os Audi dominaram completamente as corridas, sendo o pódio igual em ambas, com Stuck a vencer, Jelinski em segundo e Stuck em terceiro. Na segunda manga Cecotto ainda foi o melhor dos outros em 4º, mas os pontos perdidos para Stuck na primeira manga, em que foi apenas 11º significaram que o campeonato foi para Stuck na estreia do Audi V8 quattro, ainda por cima fazendo sete das onze jornadas sem qualquer companheiro de equipa. Johnny Cecotto com o BMW M3 teve que se contentar com o vice-campeonato e Kurt Thiim foi o melhor Mercedes-Benz em 3º. 
Para a BMW ficou a consolação de vencer novamente a classificação dos construtores, o sétimo título em sete edições do campeonato. 
Sendo campeonato dominado por estes três construtores, dos quase quarenta participantes por prova eram quase na totalidade destas três marcas com grande predominância dos M3 entre os privados sendo excepções apenas um Ford Mustang GT privado, sem qualquer apoio da Ford e três Opel Ómega 3000 24v da equipa oficial da Opel, que dava os primeiros passos, evoluindo do pequeno Kadett de tracção dianteira para o seu topo de gama, o Omega de tracção traseira, sendo que apenas o Omega ocasionalmente se conseguiu intrometer nos dez primeiros.

DTM - Parte 3 1989

Em 1989 o campeonato apenas saiu da Alemanha para a abertura na vizinha Bélgica, mais uma vez na pista de Zolder a que se somaram dez corridas em solo germânico.
Com um pelotão com uma média de 35 carros por corrida, chegando mesmo a passar os 40 carros, repartidos pelas numerosas armadas BMW, Ford e Mercedes, acompanhados por um par de Opel Kadett GSi e Toyota Supra.
Foi um campeonato muito renhido, com a BMW e a Ford a vencerem 7 mangas cada, contra 8 da Mercedes-Benz. 

No entanto seria o bi-campeão europeu e campeão mundial de turismos Roberto Ravaglia (3 vitórias) a levar o ceptro com o M3, apesar do forcing final de Klaus Niedzwiedz (4 vitórias) com o Ford Sierra Cosworth que acabou com o vice campeonato, com Fabian Giroux a alcançar o terceiro lugar do campeonato sem ganhar qualquer corrida. 

O melhor Mercedes Benz foi o campeão de 1986, Kurt Thiim. 

O piloto que mais provas venceu e campeão de 1988, entretanto contratado pela Mercedes, Klaus Ludwig (5 vitórias) sofreu um acidente no Nurburgring que o fez falhar quase metade da temporada. 

Contra os esforços de fábrica dos três construtores dominantes, Opel e Toyota estiveram absolutamente discretas, raramente entrando no Top 20 das corridas.