E o Carrera 6 "Psicadélico Português" está pronto!

É já este fim de semana que os visitantes do conceituado concurso de elegância de automóveis clássicos de Amelia Island, na Florida, Estados Unidos, poderão apreciar o Porsche 906 chassis 130, que correu em Portugal no final da década de 60, até meados da década de 70 do século passado, tendo durante esse período extensivamente modificado pelo Mestre Eduardo, da Garagem Aurora. No entanto, o carro ficou célebre pela decoração que apresentou uma profusão de cores, com que correu em Vila Real em 1971.
Entretanto, como já aqui foi documentado, o carro esteve a ser recuperado, com os actuais proprietários a optarem por ressuscitar essa mesma recuperação, dando agora o trabalho por concluído.

Um 2013 cheio de corridas

Para que não se perca nada de corridas a motor em 2013, aqui têm o calendário de (quase) tudo que se corre a nível internacional da autoria do designer Andy Blackmore.
Um grande 2013 e boas corridas.

Keke Rosberg 360º

Se o filho do finlandês alcançou a sua primeira vitória na Formula 1 no início do ano, há 30 anos era o pai que dava espectáculo, parecendo haver predilecção pelos circuitos da América do Norte e pela proximidade com o francês Patrick Tambay:
Montreal 1985:
Long Beach 1983:

Campeonato do Mundo de Formula 1 - As contas do título

É já no próximo domingo a vigésima e última prova da temporada. Com o título de construtores já entregue à Red Bull, resta o título de pilotos, com o alemão, bicampeão em título, Sebastian Vettel da Red Bull e o espanhol Fernando Alonso da Ferrari a serem os únicos com hipóteses de conquistar o ceptro.

Neste momento o alemão totaliza 273 pontos, mais 13 que o espanhol. Em caso de empate pontual, seja qual for a combinação de resultados no G.P. do Brasil, o título penderá para Sebastian Vettel, pois conta com 5 triunfos contra 3 apenas de Fernando Alonso, pelo que, sendo o primeiro critério de desempate, mesmo que Alonso vença, ficará sempre com menos vitórias que Vettel, pelo que Alonso terá que conquistar, no mínimo, mais 14 pontos que Vettel. Assim:

Caso Alonso vença (25 pontos), Vettel não pode terminar acima 5º (10 pontos)
Caso Alonso fique em 2º (18 pontos), Vettel não pode terminar acima de 8º (4 pontos)
Caso Alonso fique em 3º (15 pontos), Vettel não pode terminar acima de 10º (1 ponto)
Com Alonso fora do pódio, Vettel é campeão.
Em nota de rodapé, uma efeméride que terá passado despercebida no G.P. dos Estados Unidos, pela primeira vez, desde que os três correm na Formula 1, nunca Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton tinham partilhado um pódio de um Grande Prémio.

1000 km Suzuka FIA GT 1998


Já que este fim de semana se correram as 6 horas de Fuji do Campeonato do Mundo de Endurance, fica aqui a ligação para um artigo com belas imagens da última passagem de outra competição mundial pelo Japão, quando os míticos 1000km de Suzuka fizeram parte do calendário do campeonato FIA-GT.

http://www.doubledeclutch.com/?p=5001

American Le Mans Series e Grand-Am fundem-se a partir de 2014

Em conferência de imprensa realizada ontem no circuito de Daytona, os proprietários da NASCAR que organizam o campeonato GRAND-AM (família France) e os proprietários da IMSA que organizam o ALMS (com Don Panoz à cabeça) anunciaram que as duas competições se fundirão numa apenas a partir de 2014 em diante.
Com ambos os campeonatos a enfrentarem listas de inscritos muito pouco preenchidas nas categorias principais destinadas aos protótipos, com o ALMS a oscilar entre os 5 e 8 carros inscritos entre as categorias (LM)P1 e (LM)P2 e o Grand-Am a também a ter regularmente a correr 8 ou 9 Daytona Prototypes, com a excepção das provas de maior duração, as 24 horas de Daytona, as 6 horas de Watkins Glen e as 3h de Indianapolis, que viram o número de carros inscritos incrementado, já que estas 3 provas contavam para uma competição paralela ao Grand-Am, o North American Endurance Championship.
Sendo que no ALMS correm actualmente 5 classes distintas e no Grand-Am outras 2, sendo que não se pode encontrar equivalências entre nenhumas delas, também não foi adiantado nada em relação a que classes seriam aproveitadas e quais seriam abandonadas. A única confirmação neste campo é que o Deltawing, que vimos correr extra-classificação nas 24 horas de Le Mans terá lugar na nova competição, ou não fosse uma aposta pessoal do Don Panoz.
Oficialmente foi tudo o que ficamos a saber ontem na conferência de imprensa e que não foi mais que a confirmação do que já vinha sendo comentado nos bastidores e que praticamente tinha sido esparramado no site do canal americano SPEED há cerca de uma semana.

E o que não foi dito?
A fusão na realidade foi a aquisição por parte da NASCAR ao Don Panoz das empresas (nos Estados Unidos as competições são geridas por empresas) ALMS e IMSA e dos circuitos de Mosport e Road Atlanta assim como a concessão a longo prazo da exploração do circuito de Sebring. A Don Panoz restou, além dos seus outros negócios, uma reforma simpática, sob a forma de um lugar no conselho de administração da nova companhia formada da fusão do Grand-Am com o ALMS e a satisfação de ver o "seu" Deltawing finalmente arranjar lugar para competir, depois de rejeitado na Indycar e se adivinhar o mesmo desfecho nas Indy Lights, onde se candidatou também. A nova competição conseguirá assim juntar no mesmo calendário provas tão emblemáticas como as 24h de Daytona, 12h de Sebring ou Petit Le Mans. Se, nos EUA se exulta esta espécie de regresso do lendário campeonato IMSA, o World Endurance Championship fica em sérias dificuldades para ter a sua prova nos Estados Unidos, mercado muito importante para as marcas envolvidas (Audi, Toyota, Porsche, Ferrari). O que não é visto como problema pelos americanos, já que não gostaram nada de ver os concorrentes do ALMS a fazerem papel de figurantes face ao protagonismo dos concorrentes mundialistas na edição de 2012 das 12 horas de Sebring. Se, do lado de Don Panoz, o desconforto de surgir uma competição com base nos regulamentos das 24h de Le Mans que tiraria o "epíteto" de maior competição do género ao ALMS foi evidente desde a primeira hora e desde o anúncio do mesmo que ficaram a pairar no ar dúvidas acerca do interesse do ALMS em renovar a concessão junto do ACO, do lado da família France o caso ainda é mais extremo, pois são da opinião que não faz sentido nenhum ir correr à Europa quando os melhores pilotos e as melhores competições do mundo estão nos E.U.A.

Quanto a classes a competir... Rumores avançados por variadíssimas fontes normalmente bem informadas avançam:
- Protótipos: Os LMP1 não serão elegíveis, correrão os LMP2 e os Daytona Prototypes, em classe única ou em duas classes, uma destinada a protótipos abertos (LMP2) e outra protótipos fechado (DP), sendo o objectivo que apresentem andamentos idênticos, de modo que lutem entre si pela classificação geral.
- GT: Parece ser intenção de manter a classe GTE do ACO como base para a competição. No entanto, no Grand-Am correm na classe GT carros tipo silhueta, com chassis tubulares que não derivam dos seus primos de série, pelo que deverão haver homologações nacionais para que estes carros compitam directamente com os GTE que usam chassis derivados de série modificados.
No entanto, neste momento, o desejado equilíbrio de andamentos ainda dará muitas dores de cabeça até 2014, como se pode comprovar pelo gráfico apresentado, que compara os tempos realizados por cada classe de ambas as competições, na pista de Mid Ohio, que os dois campeonatos visitaram este ano.

Parabéns Toyota

O Grupo Toyota, englobando as marcas Toyota e Lexus, alcançou no passado mês de Junho uma produção acumulada total de 200 milhões de unidades, desde que, em Agosto de 1935, a Toyoda Automatic Loom Works, Ltd., que mais tarde viria a dar origem à Toyota, produziu o primeiro camião do modelo G1.

Nestes quase 77 anos o grande best-seller da marca tem sido o Corolla nas suas múltiplas versões, responsável por um quinto da produção total, cerca de 40 milhões de Toyota Corolla foram já produzidos.
A fábrica da Salvador Caetano em Ovar também ajudou a contribuir para estes números, produzindo veículos de carga e transporte de passageiros.
Parabéns Toyota!