Mostrar mensagens com a etiqueta LMP2. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta LMP2. Mostrar todas as mensagens

Le Mans 2012 - Classe LMP2

Na classe LMP2, as grandes favoritas eram as equipas que surgiam equipadas pelos conjuntos Oreca-Nissan, dada a competitividade normalmente demonstrada, quer pelo chassis francês, quer pelo motor japonês. É certo que em 2011 acabou por ser o Zytek-Nissan da Greaves Motorsport a vencer, vitória essa que foi alcançada à boa maneira do endurance, esperando pelos problemas e erros dos dois Oreca Nissan que dominavam a corrida.
No entanto o Oak-Judd #24 já tinha deixado o aviso nos treinos de que poderiam haver surpresas e na corrida assistiu-se ao domínio total da equipa francesa, que inscreve os modelos sob o nome do construtor inglês Morgan, com o segundo carro da equipa, o #35 que trazia equipado um motor Nissan em vez de Judd, a ganhar paulatinamente posições para se fixar nos segundo lugar da classe. Começaram então as trocas de liderança, em conjunto com o Oreca-Nissan da equipa irlandesa Murphy Prototypes, ao sabor das paragens nas boxes. Só que, com a chegada da noite, começaram os problemas para estas equipas, aproveitados pela equipa americana Starworks, que já tinha este ano conquistado o 2º lugar à geral nas 24h de Daytona no Grand Am e vencido a LMP2 nas 12 horas de Sebring, assumir a liderança perto da meia noite para nunca mais a largar enquanto o Oak #24 e o Oreca da Murphy acabaram mesmo por abandonar por problemas mecânicos durante a madrugada com o Oak #35 a atrasar-se também na classificação.
No final a Starworks levou o HPD pilotado por "Enzo" Pontolicchio, Ryan Dalziel e Tom Kimber-Smith a vencer a armada constituída por, nada mais, nada menos, que dez protótipos equipados com motores Nissan, entre chassis Oreca e Nissan, ficando o solitário Norma no 12º e último lugar da classe.
Destaque na Starworks para o piloto Tom Kimber-Smith, que foi um dos pilotos que pilotou o carro da Greaves Motorsport que venceu em 2011, foi preterido pela equipa para 2012 tendo encontrado refúgio na Starworks, acabando assim por bisar a vitória do ano passado.

Le Mans 2012 - Qualificação - restantes classes

Na classe LMP2, de forma algo surpreendente, o estreante australiano John Martin repetiu a graça de Spa, fazendo novamente a pole, numa qualificação em que se esperava o domínio de pilotos e equipas mais experimentados. O ex-piloto da equipa portuguesa ASM Olivier Pla conseguiu intrometer o Pescarolo-Judd inscrito como Morgan, no esperado domínio dos Oreca-Nissan, que preencheram os lugares seguintes da classe, em que os quatro primeiros ficaram separados por um segundo apenas, numa classe em que os tempos também baixaram cerca de 3 segundos em relaao a 2011.
Na classe GTE Pro a pole foi para o francês Frédéric Makowiecki, pilotando um Ferrari 458 Italia da Luxury Racing, seguido do Aston Martin Vantage oficial pintado com as cores da Gulf e pilotado por Darren Turner. No terceiro lugar da classe, terceiro modelo diferente, com o Chevrolet Corvette oficial pilotado por Oliver Gavin a marcar o tempo logo aos 12 minutos da primeira sessão da qualificação, passando então a equipa a trabalhar exclusivamente na afinação de corrida. 
Destaque também nesta classe para o violento acidente do Ferrari 458 oficial no treino livre, quando era pilotado pelo italiano Giancarlo Fisichella, que obrigou a equipa a trocar o chassis do carro, apenas dando 8 voltas na última sessão de qualificação, irá partir do último lugar da grelha devido a essa troca.
Na classe GTE Am, a pole foi para o Porsche 997 da americana Flying Lizard, alcançada pelo piloto Patrick Pillet, seguido de carro idêntico da equipa belga Prospeed, pilotado na circunstância por Sean Edwards e em terceiro o Aston Martin Vantage oficial pilotado pelo Allan Simonsen.
Nesta classe concentra-se a totalidade da participação portuguesa nesta edição da prova, em termos de pilotos.
O Pedro Lamy estará ao volante do Chevrolet Corvette #50 da Larbre, acompanhado pelos franceses Patrick Bornhauser e Julien Canal, realizando o português o sexto tempo da classe, também na primeira sessão de qualificação, optando depois a equipa por trabalhar na preparação da corrida, de modo a deixar o carro confortável para os mais lentos companheiros de equipa do português, que não voltou a pilotar nessas sessões.
O Rui Águas, sendo piloto Ferrari, é cedido, tal como em 2011, à equipa AF Corse- Waltrip, onde terá a companhia dos americanos Robert Kauffman e Brian Vickers, também ele foi responsável por qualificar o carro, no nono lugar da classe, terá como principal dificuldade a lentidão dos seus colegas de equipa.
O Manuel Rodrigues, nascido em Portugal, mas que viveu grande parte da sua vida em França, a ponto de ter participado na edição de 2011 inscrito como francês... surge este ano inscrito com licença desportiva portuguesa, é também ele o piloto mais rápido da respectiva equipa, a JMB Racing, que inscreve um Ferrari 458 Italia, que foi o 11º mais rápido.
Uma última palavra para o carro que correrá extra classificação, o Deltawing, que pretende demonstrar a validade do seu conceito, centrado na eficiência aerodinâmica com muito pouco arrasto, associada a um peso muito baixo e um motor menos potente mas mais económico, ambiciosamente anunciaram a intenção de rodar em tempos que se cifrassem entre os LMP1 mais lentos e os LMP2 mais rápidos, acabaram por andar ao nível dos LMP2 mais lentos. 

João Barbosa no top 10 dos melhores pilotos do ILMC 2011

O canal americano Speed TV, canal temático dedicado aos desportos motorizados indicou a sua lista dos melhores pilotos no Intercontinental Le Mans Cup e nas 24h de Le Mans de 2011.
E o piloto natural do Porto surge no 10 lugar do top dos melhores pilotos do mundo ao nível da Endurance. As qualidades do piloto português são destacadas, nomeadamente ser constantemente o piloto mais rápido da equipa, que contava nas suas fileiras com o antigo vencedor das 24h de Le Mans e campeão FIA GT Christophe Bouchot. Destacam também a sua grande capacidade para tirar o melhor partido dos três diferentes carros utilizados pela equipa ao longo da temporada. Entre outros resultados, destacam-se o pódio em Le Mans e a vitória na prova de Petit Le Mans.
A esta distinção, somou também a menção no top dos pilotos do Grand Am, em que aparece em 9º lugar.
Aqui com o Lola B08/80 com motor HPD

Depois com o Lola B08/40 HPD

No final da temporada já com a arma de 2012 o HPD ARX-01g

João Barbosa esteve novamente em evidência no Grand Am

Para 2012, por enquanto tem apenas confirmada a presença no Grand Am, onde estreará o novo Corvette DP03

Le Mans 2011 - LMP2 Vitória Outsider

Na segunda classe de protótipos, a LMP2, sem motores diesel, custos controlados, motores derivados de série e pelo menos um piloto amador por carro, esperava-se uma corrida animada, pelo menos entre as equipas com apenas o piloto amador obrigatório acompanhado de dois profissionais. Os grandes favoritos, a julgar pelas provas já realizadas este ano, eram os conjuntos formados por chassis Oreca e motores Nissan, nomeadamente o carro #26 da Signature e o #48 precisamente da Oreca. Do lado da HPD (Honda/Acura) o favoritismo para a equipa vencedora em 2010 a Strakka Racing (#42) e a RML (#36) que contava no seu alinhamento com um tal de Ben Collins, mais conhecido pela sua participação até ao ano passado no programa da BBC Top Gear, com o nome de "The Stig", o misterioso piloto de testes do programa. A surpresa poderia vir da OAK Racing, com um bom conjunto de pilotos no carro #49, com os profissionais Shinji Nakano (ex Prost GP e Minardi) e Jan Charouz (Campeão Le Mans Series LMP1 com a Aston Martin, piloto reserva da Renault F1).
Do lado da Level 5, um conjunto de bons pilotos com o português João Barbosa e o vencedor de 1993 Christophe Bouchut, mas com um carro com muitos problemas de fiabilidade e velocidade.
Na corrida, a Signatech assumiu o favoritismo que lhe era dado e tomou a liderança desde o início, seguida da Oreca no outro Oreca Nissan e do HPD da Strakka.
No entanto o carro da Signatech, talvez por questões relacionadas com o setup do carro, sofreram vários furos nos pneus traseiros esquerdos, os mais esforçados em pontos como Tertre Rouge ou Indianapolis, tendo os furos ocorrido invariavelmente em Tertre Rouge. O Oreca #48 passou então a discutir a liderança com o Strakka até à desistência deste quase a meio da prova com problemas de motor. O próprio Oreca #49 haveria de parar na pista perto das 6 da manhã abandonando também.
No meio dos problemas com os furos da Signatech e os abandonos da Strakka e Oreca, ao amanhecer era o Zytek Nissan #41 da Greaves Motorsport que liderava com algum conforto, com 5 voltas sobre o carro da Signatech e 6 voltas sobre o carro da Level 5 de João Barbosa, posição essa que manteve até final apesar de uma pequena saída sem estragos, conseguiu ainda ampliar em 1 volta o avanço para as outras duas equipas beneficiando de mais um furo no carro da Signatech e uma substituição de capot-motor no Lola da Level 5.
A Level 5 ainda vislumbrou o segundo lugar do pódio quando o Oreca da Signatech sofreu o furo a 3 horas do fim, mas quase em simultâneo tiveram que parar para substituir o capot motor solto.
Ainda assim, a Level 5, com uma táctica semelhante à Peugeot, apostou as fichas nos dois pilotos profissionais, João Barbosa e Christophe Bouchut que fizeram grande parte da corrida e que corrida de ambos, batendo o bem mais rápido HPD da RML por 5 voltas e o principal carro da OAK por 6 voltas. A seguir ficou o Oreca BMW da Race Performance e em 7º o OAK dos pilotos amadores, entre eles o luso -francês Fréderic da Rocha. Em 8º ficou o Norma, embora não classificado por não cumprir a distância mínima. Numa classe que costumava apresentar muitos abandonos, neste ano ocorreram apenas 3 em 11 carros à partida, o que parece confirmar a validade da fórmula de custos controlados nos chassis e motores.