Le Mans 2011 – Os Mais e os Menos - 1ª Parte "Os Mais"

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Audi / Joest – O Audi R18 impressionou desde os testes oficiais pela sua rapidez. No entanto a falta de velocidade em corrida nos 1000km Spa depois de terem arrasado na qualificação deixava algumas dúvidas no ar. Mas chegados a Le Mans confirmaram a sua rapidez, era claro que tinham apostado num carro com mais apoio aerodinâmico que os Peugeot perdendo em velocidade máxima, mas ganhando no resto da pista. Em corrida a diferença foi ainda maior. Provavelmente devido ao maior arrasto aerodinâmico, o motor com turbo de geometria variável (usado pela primeira vez no endurance este tipo de turbo) revelou-se mais guloso que o Peugeot, isto apesar de Ralf Jüttner dizer que se tratava de um problema com a pesca de combustível, problema esse nunca antes detectado nos treinos ou na prova de Spa e que afectou em simultâneo os três carros… Mas a rapidez em pista do R18 e o excelente trabalho de boxes dos homens da Joest permitiu ao carro #2 compensar as 3 paragens extra. Parte dessa compensação surgiu da capacidade de realizar 4 turnos com os pneus Michelin, quando a Peugeot pensou ter vantagem porque conseguia ter pneus em condições bastante razoáveis no terceiro turno… A única coisa a ensombrar o que seria uma vitória perfeita foram os acidentes dos outros dois carros, resultado da impaciência nas dobragens.


Chevrolet – No ano que Le Mans homenageou o grande ícone da marca de Detroit, o Corvette, dando o seu nome a uma curva do circuito, a Chevrolet viu o carro que liderava a GTE PRO sofrer um acidente… na curva Corvette, mas acabou por vencer ambas as categorias GTE, com destaque para a categoria GTE PRO onde bateu Ferrari, Porsche, BMW, Aston Martin e Lotus a nível oficial com uma corrida irrepreensível em pista e nas boxes, com os mecânicos da Pratt & Miller, com muitos anos de rotina da NASCAR a despacharem os Corvette com uma desenvoltura única.


Pescarolo – É certo que o carro #16 não terminou a prova. É certo que vai ser muito difícil a Henri Pescarolo conseguir arranjar dinheiro para reconstruir ainda este ano o carro depois de Emanuell Collard o ter praticamente destruído ao fim de 22 horas de prova. É certo que o ACO deu uma abébia a Pescarolo quando este se queixou que os restrictores destinados aos carros de 2010 impediam que o motor Judd funcionasse em condições, aumentando o diâmetro dos mesmos. Mas estar à partida já foi uma grande vitória, depois de sobreviver a uma compra com fins pouco claros, uma falência e uma re-aquisição dos destroços da equipa em hasta pública e ainda assim participar condignamente na prova, com um carro sem qualquer desenvolvimento desde a prova de 2009! E quando desistiu encontrava-se no 5º lugar da geral, à frente do Peugeot 908 HDI também de 2010 da  Oreca, tendo apenas Audi e Peugeot oficiais à sua frente e liderando claramente a classe “oficiosa” dos LMP1 a gasolina.

Nissan – Na LMP2, desde o início do ano se percebeu que dificilmente a vitória fugiria a um motor Nissan. Depois o ACO decidiu abrir os restrictores aos motores Honda/HPD e, de repente o HPD da Strakka era o LMP2 mais rápido em linha recta. No entanto os conjuntos Oreca Nissan da própria Oreca e da Signatech continuavam os grandes favoritos. No entanto os problemas destas duas equipas, viria a ser o improvável Zytek – Nissan da Greaves Motorsport a triunfar na classe com o carro da Signatech ainda assim a salvar o segundo lugar. Um grande resultado da Nissan, numa altura que se fala num projecto para envolvimento na LMP1 em parceria precisamente com a Zytek.

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